segunda-feira, junho 03, 2013
Revista Pessoa
Poemas meus na Revista Pessoa com ilustração de Lelena Terra e curadoria de Luiz Ruffato.
sábado, junho 01, 2013
dicionário de brevidades e alumbramentos
- chuva: sina de líquido no
olhar
- lágrima: afago de retinas
- cheiro: incêndio na saliva
sexta-feira, maio 31, 2013
por ti cometeria os pecados mais singulares III
o que resta de nós são poemas
a casa imersa em sílabas
este céu plácido de silêncios
nenhum, nenhuma
nada mais somos do que não
fomos
o que resta de nós são poemas
a escrita impura das ausências
quinta-feira, maio 30, 2013
au loin la mer
vivo este desconhecimento vasto
de mim pouco ou nada sei
mas persigo a rota do girassol
comigo: não sei se consigo
terça-feira, maio 28, 2013
porque o coração queria ser Piva e Orides II
Quando o pássaro acordou
Não havia canto nem voo
No céu a nuvem distraída
Desdenhava as suas asas
segunda-feira, maio 27, 2013
sexta-feira, maio 24, 2013
por ti cometeria os pecados mais singulares II
eu vou ficar esperando pelo
cigarro
pela última estrela
pelo latido aflito dos cães
pelos poemas que não foram
escritos
pela caligrafia rasgada de
nomes
eu vou ficar esperando
por um nada, um vazio, um caos
até o peito explodir como uma
galáxia
quarta-feira, maio 22, 2013
Fragmento desperto para remendo em corda de violão
Teus olhos plangiam
Era assim que te via
Quando noite era dia
terça-feira, maio 21, 2013
Canção para despertar arrebóis
Ela acordou tão plena de
manhãs
Que os olhos não cabiam
De tanto alumbramento
segunda-feira, maio 20, 2013
por ti cometeria os pecados mais singulares
hoje não temo poemas
tenho tua ausência
a me ornar o silêncio
domingo, maio 19, 2013
sonata para uma gioconda em tessitura maior
para Lara Amaral
não te chamarei musa
a delgada saliência da pele
tampouco te nomearei flor
esses equinócios do teu olhar
só sei que de ti habito
equívocos
nenhum sortilégio de algas ou
mapas
apenas a tonta reminiscência do
lilás
esta ausência em chamariz
incendiando o meu peito gris
sábado, maio 18, 2013
fragmento para uma ausência (esta)
meu pouso é outro lugar
aquele onde não existo
mas descanso meu corpo
2 histórias
1 história ou a outra história
ela era deliciosa e tinha uma
tatuagem bem no bumbum. Quando perguntei, ela respondeu: é um beija-frô! eu me
apaixonei no ato!
1 história ou quiçá a história
De segunda a quinta ele ficava
em casa, quase não nos falávamos. Ele tão solitário. Sexta saía, voltava
embriagado e cheio de amor. Sábado ele não voltava para casa. No domingo eu ia
buscá-lo perdido com os amigos boêmios. Na segunda a gente recomeçava, A gente
sempre recomeçava, tão sozinhos.
1 metaplagio (com o perdão de quintana)
esses que estão aí
povoando de azar meu caminho
eles passarão
eu continuarei solzinho
sexta-feira, maio 17, 2013
Canção para véspera do branco e das mãos
No dia que cheguei de tantos
caminhos
Teu corpo era um porto de
alvíssaras
Nós que muito já nos havíamos
Tu me trazias o espelho de
várias sílabas
Eu me tinha em avessos de
estrelas
Nos nossos passos pousaram
pássaros
E nos despimos na
interrogação dos dias
Feito sonho cravado na pupila
do outono
quarta-feira, maio 15, 2013
fragmento para pequenas solidões II
tem um silêncio
que castiga
os meus olvidos
incessante
incessante
terça-feira, maio 14, 2013
Canção de rio para nuvem e pretérito
O papo era sobre poesia
ela me falava em astrolábios
a gente ali sob o céu
tão juntinhos, tão perto
no vento de uns suspiros
o coração em folguedos
então ela virou-se
a contemplar o horizonte
eu nunca mais esqueci
o perder de olhos no orbe
o espanto naquela silhueta
tinha visgo de eternidade
segunda-feira, maio 13, 2013
Ária de sagração para pedra, flor e água
Não guardo nenhuma intempérie
Nem mesmo raios que ora me
habitam
Atravessam a silhueta deste
ubíquo olhar
Nada me alcança em tormenta
Venho desde muito longe
Até o mar submergir as
palavras
Como uma pedra desnuda
E uma flor sem mágoa
sábado, maio 11, 2013
”La Cabane de Baba-Yaga sur des Pattes de Poule”
do sonho de menino azul e
profundo
a vida não poupou trégua
há o sol que incandesce os dias
como um helianto tresloucado
ninguém cabe na própria
ausência
sexta-feira, maio 10, 2013
metaplagio de reverência ao soneto de camões
o amor é sede que não cessa
visgo que não aplaca
corre na veia
flui no pensamento
palpita no silêncio
não se recusa o seu intento
quinta-feira, maio 09, 2013
terça-feira, maio 07, 2013
sábado, maio 04, 2013
sexta-feira, maio 03, 2013
Metaplagio para canção da torre mais alta
De tão benfazejo o desejo
Cumpriu-se em caminho azul
De grata delicadeza o incenso
Cobriu-se no céu de imenso
(guardar retinas, pálpebras
a amurada de um sonho
que se desdobra em fímbrias
e beija as vestes da manhã)
Nos olhos nada a esquecer
Nenhuma promessa ou suspiro
Na sede que o corpo empenha
Na paz de um suntuoso retiro
quarta-feira, maio 01, 2013
metaplagio solícito para repouso de imensidão
Nesta noite em que cada noite
é noite dentro da noite.
Invadem-me as estrelas do teu
rosto
e dos teus lábios astros a
brilhar.
És o orbe, o universo.
O resto é o resto, é o resto
dentro da noite,
desta noite que é noite dentro
de outra noite.
terça-feira, abril 30, 2013
segunda-feira, abril 29, 2013
Porque o silêncio caminha imenso em teus lábios
fala-me para eu te saber ou te
calas
que eu me mudo para o teu
silêncio
domingo, abril 28, 2013
bem-aventurado o vento que me povoa
escrevo alguma coisa
não por necessidade
sequer por serventia
em dias de ventania
olhos voam para ti
céleres de companhia
sábado, abril 27, 2013
quinta-feira, abril 25, 2013
você se lembra quando ouvíamos as canções de belchior no toca-fitas do carro
esqueça o amor, ele não nos
colore mais
nas noites frias tremem os
olhos solitários
e até aquela blusa jeans
desbotou no armário
Um livrinho para ser degustado: Poemas de Centauro & outros versos
Um livrinho para ser degustado: Poemas de Centauro & outros versos
quarta-feira, abril 24, 2013
fragmento para todas reminiscências
meu pai sentado
lendo jornal, fumando o cigarro
eu cresci como este silêncio:
inabitável
terça-feira, abril 23, 2013
bendita a língua que afia o veio
preciso me afogar de sol
de mar, de vento,
da sutil rutilância das cores
dessas coisas que cheiram
como teu sexo encantado
segunda-feira, abril 22, 2013
Para o que nos atiça as vistas II (à guisa de um metaplagio)
em vão retirei as estrelas
mas tropeçaste
nos meus olhos distraída
domingo, abril 21, 2013
para o que nos atiça as vistas
Você não me sabe
Eu não te sei
Em meio a isso
Sutil ignorância
Afogamo-nos
Em fogo e viço
sábado, abril 20, 2013
fragmento para jasmim e entrega
quando ela me chega pele e
nuvem
e silencia meus olhos de
vertigem
eu fico todo prosa
e poesia
sexta-feira, abril 19, 2013
Pergaminho de Ulisses a caminho de Ítaca
Quando eu voltar deste périplo
cansado
Não me olhes como Penélope
abençoada
Antes retire as tramas que
embalas o peito
Saibas que no oceano cruel fui
das sereias
E que nesta terra que se enredaram
passos
Serei sempre de nós o eterno
teu deste laço
quinta-feira, abril 18, 2013
eu era o espelho de alice
I
para tocar-te as mãos
na mágica de uma palavra
que tu me vinhas
folguedo e fragmento
rio, rito, esculpido
tão dentro em mim
que nada cabia em si
II
eu sempre quis
saber o que há
por trás do espelho
mas nunca ousei
quarta-feira, abril 17, 2013
A liberdade é uma canção em chamas
depois da leitura de poemas de Lara, Tânia e Eleonora
a flor viceja em ensaios
colore a estação de cismas
neste caminho de arroio
em que mãos urgem colheita
terça-feira, abril 16, 2013
segunda-feira, abril 15, 2013
Porque o coração é doce quando sangra
Inseto incerto no teu passo
Casulo arbitrário
Vagueio círculo absurdo
Morrem-me em ti: as mãos
Agarro-me em ausências
Sou todo afagos neste chão
sábado, abril 13, 2013
Quadra à moda antiga para moça de cabelo grená
é tão vento o teu passar
um acalanto tão lento
que eu me desinvento
entre bruma, estrela e luar
sexta-feira, abril 12, 2013
uma prosa esquecida
aquele
livro de proust intragável que você me fez ler
aquele por-de-sol na barra
a cerveja no avalanche
o pastel do chinês
aquela sensação que o mundo nos pertencia
e que se perdeu
entre olhos desolados
mãos sem afago
todos aqueles dias
entre estações que não vingaram
aquele por-de-sol na barra
a cerveja no avalanche
o pastel do chinês
aquela sensação que o mundo nos pertencia
e que se perdeu
entre olhos desolados
mãos sem afago
todos aqueles dias
entre estações que não vingaram
quinta-feira, abril 11, 2013
Ária de retorno ao traço de pássaros e peixes
Apenas sei da ilha uma
possibilidade
Como remoto amor, ânsia de
oásis
O instante árduo em tuas
espáduas
O sopro que me conduz em
nuvens
Este sal que incide a pele,
queima
Tão atroz feito girassol em
espanto
terça-feira, abril 09, 2013
Mata-me com o olor dos teus abismos
tramam tuas tardes
que ardem
neste visgo de olhar
seiva de remoto fruto
ilha úmida que viceja
o mar que é um preâmbulo
de tantas sedes
domingo, abril 07, 2013
sábado, abril 06, 2013
sexta-feira, abril 05, 2013
depois do tempo que houve nos ouve a memória
I (o que ouve)
oráculo em silêncio
no branco da página
o poema é só miragem
II (o que houve)
no rasgo da pele
no faro da sede
eu uivo teu nome
com visgo de língua
quinta-feira, abril 04, 2013
quarta-feira, abril 03, 2013
Nenhuma margem abarca este rio
Mais fundo seria se eu não
soubesse
Se não me atravessasses
Com este semblante de
monalisa
terça-feira, abril 02, 2013
breviário para uma etimologia das sombras
a solidão é um campo de
origamis
imersão para mil grous
tempo de dobrar e
desdobrar-se
segunda-feira, abril 01, 2013
segunda-feira, março 25, 2013
Ensaio sobre a morfologia do rubro e do coral
Você não entendeu meu gesto
Apontava aquela nuvem em
sorriso
O mar que despontava nos
dedos
Você não via as pétalas da
manhã
Eu sei que caminhávamos
destroços
Mas é assim o amor:
Esta sina de descrer verdades
domingo, março 24, 2013
sábado, março 23, 2013
quinta-feira, março 21, 2013
Fragmento adstringente
Ficou o não dito
Este espanto
Travo definitivo
p.s. “Vem dormir comigo
Não faremos amor, ele nos
fará”
Assis Freitas (o fragmento)
Cortázar ( o p.s.)
terça-feira, março 19, 2013
domingo, março 17, 2013
fragmentos em múltipla escolha
1 versão
a minha cota de mim eu te doei
agora sou completamente outro
2 versão
minha cota de mim eu já te dei
agora sou estranhamente outro
3 versão
a minha cota de mim já te doei
agora doem em mim os outros
4 versão
minha cota de mim eu já te doei
agora a dor em mim é este outro
sexta-feira, março 15, 2013
poema de atavismo nas retinas
a quase morte:
o silêncio:
o tempo que vaza:
a incompletude:
oráculos nus
recitam em vão
quarta-feira, março 13, 2013
Sonata breve para flor e epifania
A virgem claridade da página
É um acinte à palavra
Resta pois arriscar
terça-feira, março 12, 2013
Sonatina de vento para canto de sereia
para Cris de Souza
De gravetos fiz um mar
Povoado de passarinhos
Esperando as gaivotas
Num canto de bem-te-vi
Verde a se perder de vista
Ver-te é se perder a vista
domingo, março 10, 2013
Oração para os santos verbos do dia
Que minha mão recolha o súbito
Que meu pé caminhe o instante
Que meu olho vislumbre o átimo
Que meu ouvido ecoe o iminente
Que meu corpo arda o inadiável
Que minha alma voe o imperioso
Que meu verso acate o
inevitável
sábado, março 09, 2013
o corpo (a)guarda tamanhos abismos
são tantas as mortes
algumas imensas
outras só um dado
- lançado à sorte
sexta-feira, março 08, 2013
quinta-feira, março 07, 2013
terça-feira, março 05, 2013
fragmento e nonada
por ofício me destino ao inútil
ao esquecimento na palavra
neste repetir-se em nadas
segunda-feira, março 04, 2013
ária solene para resguardo dos ventos
(para Daniela Delias)
guarda-me um silêncio
para antes ou depois
um repouso de nenúfares
- passagens
pousa os olhos, vês:
há miragem na poeira
- emblemas
é tudo vidro e cerração
na cidade anunciada
corre o rio desavisado
a mulher espera flores
artifícios, brincos, amor
guarda-me uns versos
embebidos de lilases
saliva tão fina na retina
heliantos, brilhos fugazes
descansa os olhos, mãos
é tudo tão dentro, dentro
vertigem tão voraz
guarda esta sede tão líquida
guarda-me um silêncio
para antes ou depois
um repouso de nenúfares
- passagens
pousa os olhos, vês:
há miragem na poeira
- emblemas
é tudo vidro e cerração
na cidade anunciada
corre o rio desavisado
a mulher espera flores
artifícios, brincos, amor
guarda-me uns versos
embebidos de lilases
saliva tão fina na retina
heliantos, brilhos fugazes
descansa os olhos, mãos
é tudo tão dentro, dentro
vertigem tão voraz
guarda esta sede tão líquida
sábado, março 02, 2013
porque o silêncio me inunda
há coisas suficientemente
breves
impossíveis de enumerar:
como a imensidão de um átimo
ou a pausa no final de um poema
quinta-feira, fevereiro 28, 2013
ária para oboés e artifícios canoros
a minha vida é besta
é cesta de poesia
nuvem a me cobrir
um bem que te vejo
no olho do bem-te-vi
quando pousaste aqui
quarta-feira, fevereiro 27, 2013
fragmento e alheamento
eu olho para o poema
e me penso outro
aquele que vaga
na saliência silábica
de cada palavra
segunda-feira, fevereiro 25, 2013
domingo, fevereiro 24, 2013
sábado, fevereiro 23, 2013
sexta-feira, fevereiro 22, 2013
Ensaio argênteo para pele luzidia
Nada posso te contar do meu
amor
Que é tão antigo
Apenas sei do que me incita a
sede
Da sequiosa palavra ausente
Deste acúmulo de vazios
quarta-feira, fevereiro 20, 2013
domingo, fevereiro 17, 2013
quase desassossego, quase soares
só diz o meu corpo
o inferno que arde
a raiz do silêncio
este estranho estar
em descontentamento
sábado, fevereiro 16, 2013
outro fragmento de sal e vento
sim, eu quero um silêncio
imenso como o mar
e traiçoeiro como teu lábio
sexta-feira, fevereiro 15, 2013
quinta-feira, fevereiro 14, 2013
quarta-feira, fevereiro 13, 2013
quase sísifo, quase ardor
a solidão é fria na flor
como delicadeza na pedra
como sonho que não medra
segunda-feira, fevereiro 11, 2013
domingo, fevereiro 10, 2013
sábado, fevereiro 09, 2013
fragmento estrangeiro
quando a gente retorna,
quem será vindo?
quem sou eu?
e tu, quem terás sido?
II
tu já não eras como antes
mas meus olhos
te viam como antes
pra nunca esquecer depois
sexta-feira, fevereiro 08, 2013
quinta-feira, fevereiro 07, 2013
Soneto post-moderno
se nada acontecer nada
vai acontecer se nada a-
contecer nada vai acon-
tecer se nada acontecer
tudo porém pode aconte-
cer tudo pode acontecer
porém tudo pode aconte-
cer se tudo vai acontecer
o contrário também pode
ser ao contrário pode ser
contrário de tudo vir a ser
sendo assim visto assim
contrário pode acontecer
que o nada pode se fazer
vai acontecer se nada a-
contecer nada vai acon-
tecer se nada acontecer
tudo porém pode aconte-
cer tudo pode acontecer
porém tudo pode aconte-
cer se tudo vai acontecer
o contrário também pode
ser ao contrário pode ser
contrário de tudo vir a ser
sendo assim visto assim
contrário pode acontecer
que o nada pode se fazer
quarta-feira, fevereiro 06, 2013
terça-feira, fevereiro 05, 2013
segunda-feira, fevereiro 04, 2013
domingo, fevereiro 03, 2013
fragmento de pés, unhas e mãos atadas
se de amores eu me mato
ninguém duvide do afinco
rasga céu rouca trovoada
o brinco da minha amada
sábado, fevereiro 02, 2013
poema bobinho para fim de tarde
como um céu
assustado
de heliantos
é assim que
paira em mim
o teu encanto
sexta-feira, fevereiro 01, 2013
quinta-feira, janeiro 31, 2013
quase sólido, quase gasoso
por mais muro que tu sejas
deve existir o lugar explícito
para que o sopro te faça ruir
terça-feira, janeiro 29, 2013
Fragmentos para ser manoel ou garrincha
Se fosse jogador de futebol
Queria ser Mané
O das pernas tortas
Saltitante garrincha
Mas como do orbe
Só ganhei o drible da palavra
Intento ser o Manoel
Menestrel passarinho
segunda-feira, janeiro 28, 2013
A ESPERA
Um dia vou sentar
e escrever a obra
da minha vida.
Enquanto isso,
atiço ventanias
nesta manhã sem
fim.
sábado, janeiro 26, 2013
quarta-feira, janeiro 23, 2013
Desleituras rasas para mares vindouros
para Joelma Bittencourt
a palavra traz o passo
inscreve o traço
vaza espaço
circunscreve-se
(ao mar se lê
leve enlevo
ou
ledo engano)
terça-feira, janeiro 22, 2013
ária de circunscrição de asas
para Dado (Ribeiro Pedreira )
se me respiro passarinho
não sei se voo ou canto
só me sei sozinho
sem ninho
segunda-feira, janeiro 21, 2013
sábado, janeiro 19, 2013
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