terça-feira, maio 14, 2013

Canção de rio para nuvem e pretérito


O papo era sobre poesia
ela me falava em astrolábios
a gente ali sob o céu
tão juntinhos, tão perto
no vento de uns suspiros
o coração em folguedos
então ela virou-se
a contemplar o horizonte
eu nunca mais esqueci
o perder de olhos no orbe
o espanto naquela silhueta
tinha visgo de eternidade

12 comentários:

Joelma B. disse...

que horizonte mais lindo!

beijo!

Tania regina Contreiras disse...


Visgo de eternidade: um espanto de belo!

Beijos,

Lídia Borges disse...


Uma tela, reminiscente!

Lembrou-me Cesário Verde, pela oposição, no dizer a mulher.

Um beijo

AC disse...

Navegar na poesia, eternidade de sentimentos...

Abraço

José Carlos Sant Anna disse...

Diáfana esta canção, poeta!
Abração,

Luiz Eurico disse...

E essas imagens subitâneas, que nos tomam de surpresa e que nos deleitam a alma...

Evoé, Poeta!!!

abç fraterno.

Eleonora Marino Duarte disse...

a cena: o uni_verso cria um mundo só para si.

bonito, principalmente pela intensidade da luz.


um beijo, querido.

Adriana Riess Karnal disse...

glupt, cheguei engolir a fala. lindíssimo

Ana Cecilia Romeu disse...

Assis,
papo sobre poesia..., é a própria poesia.
Maravilhosos contornos de depois.

Beijos!

dade amorim disse...

Lindo e delicioso de ler, Assis.

Beijo.

eurico portugal disse...

apenas a poesia, contemplação de horizontes e nenhuns impossíveis.

abraço!

Daniela Delias disse...

Astrolábio. Bonito de dizer e de querer ouvir.

beijo