segunda-feira, maio 13, 2013

Ária de sagração para pedra, flor e água


Não guardo nenhuma intempérie
Nem mesmo raios que ora me habitam
Atravessam a silhueta deste ubíquo olhar
Nada me alcança em tormenta

Venho desde muito longe
Até o mar submergir as palavras
Como uma pedra desnuda
E uma flor sem mágoa

6 comentários:

Tania regina Contreiras disse...

A poesia dialoga com a alma. Pronuncia a paz, quando não atormenta.

Beijos,

Lídia Borges disse...


Como se as palavras aqui não estivessem. Apenas uma flor a flutuar na água.

Um beijo

AC disse...

A sabedoria vai muito para lá das meras circunstâncias, mas alimenta-se delas...

Abraço

José Carlos Sant Anna disse...

E a tua poesia medra a cada intempérie, guardando-as ou não.
Abração,

dade amorim disse...

Mais um poema encantador!

Beijo.

eurico portugal disse...

saber despir, soltar o lastro das roupas que pesam em frágil eclipse é sapiência, "flor sem mágoa", a tal que tantos buscam e não encontram.

abraço, assis!