quarta-feira, abril 24, 2013

fragmento para todas reminiscências


meu pai sentado
lendo jornal, fumando o cigarro
eu cresci como este silêncio: inabitável

8 comentários:

Tania regina Contreiras disse...


Um silêncio que engendrou um poeta. Um grande poeta! :-)
Beijos,

Lídia Borges disse...


Imagético, forte.

Um silêncio inabitável obriga a construir outro para se morar?

Beijo meu

Anna Amorim disse...

Lindo, Assis, sobre a ausência do outro tão proximo e tão distante que ainda habita o desejo em cada um de nós ou ao qual nos identificamos.
Se me permitir vou postar no Diálogos com a Psicologia e Psicanálise.

Abs, poeta

dade amorim disse...

O silêncio às vezes nos fala alto.
Identificação pode ser a palavra.

Beijo.

Ira Buscacio disse...

contamina!
mais um beijo

eurico portugal disse...

lugares com cheiro a sal e fumo nos olhos - porque esta é a casa onde sentimos" uma presença, talvez não fosse ainda a solidão, era o silêncio, meio-irmão dela." - José Saramago, O Ano da Morte de Ricardo Reis.

abraço, meu amigo!

Cris de Souza disse...

De todo em todo!

José Carlos Sant Anna disse...

Tanto silêncio sobre uma sombra iluminada.
Abr.,