(para Daniela Delias)
guarda-me um silêncio
para antes ou depois
um repouso de nenúfares
- passagens
pousa os olhos, vês:
há miragem na poeira
- emblemas
é tudo vidro e cerração
na cidade anunciada
corre o rio desavisado
a mulher espera flores
artifícios, brincos, amor
guarda-me uns versos
embebidos de lilases
saliva tão fina na retina
heliantos, brilhos fugazes
descansa os olhos, mãos
é tudo tão dentro, dentro
vertigem tão voraz
guarda esta sede tão líquida
guarda-me um silêncio
para antes ou depois
um repouso de nenúfares
- passagens
pousa os olhos, vês:
há miragem na poeira
- emblemas
é tudo vidro e cerração
na cidade anunciada
corre o rio desavisado
a mulher espera flores
artifícios, brincos, amor
guarda-me uns versos
embebidos de lilases
saliva tão fina na retina
heliantos, brilhos fugazes
descansa os olhos, mãos
é tudo tão dentro, dentro
vertigem tão voraz
guarda esta sede tão líquida






