quarta-feira, novembro 21, 2012

Ária de contrição para os líquidos de uma enseada


No dia que pisei o mar de Amaralina
A onda lambeu o coração inteiro
Era tanta água a rebentar o peito
Era tanto sal a escorrer
Que eu estendi as mãos em dádiva
E beijei as águas benfazejas
Como quem beija os olhos da amada
E deposita nos lábios o sumo do amor

10 comentários:

Tania regina Contreiras disse...

Ai, Assis, quando eu ainda eu sonhava o que era poesia e o seria um poeta, era assim, como você é, que eu imaginava. Primeiras memórias e sonhos que não decepcionam o adulto que já olhou com olhos de criança. Teu filho deve estar a caminho, que já o pedi e ando louca paraa calentá-lo.
Lindos versos, querido!
Beijos,

Catia Bosso disse...

Coração é solo fértil e certeiro!


bjsMeus
CAtita

Bandys disse...

Ola
Vim conhecer seu blog.
e fiquei encantada com suas poesias.

Abraços

Carlos Souza disse...

Muito lindo o teu poema, Assis. Parabéns!

Everson Russo disse...

Onda que beija com sabores infinitos...abraços...

Joelma B. disse...

que riqueza de lira!!

"Foi mar pra tudo que é lado"

beijo!

Lídia Borges disse...


Mágicas, as águas desse mar de Amaralina, a avaliar pelo que delas dizem os cantores, os poetas...

Lindo!...

Um beijo

Ira Buscacio disse...

A-mar que da onda, outra onda e mais onda...
bj

dade amorim disse...

Amaralina é mesmo uma dádiva.

Bj bj

Lily disse...


O mar de Amaralina, o mar de amar a linda... adorei o nome! Amei o poema!

Um abraço,

Suzana Guimarães - Lily