árvore da poesia
Para Toda Literatura
segunda-feira, fevereiro 11, 2013
fragmento e helianto
o olho da amada
respira poesia
já o corpo inspira
o suor do meu dia
domingo, fevereiro 10, 2013
fragmento amaro
a vida em certos momentos
é tão tardia
e há muito a palavra não ardia
tão excessiva
sábado, fevereiro 09, 2013
fragmento estrangeiro
quando a gente retorna,
quem será vindo?
quem sou eu?
e tu, quem terás sido?
II
tu já não eras como antes
mas meus olhos
te viam como antes
pra nunca esquecer depois
sexta-feira, fevereiro 08, 2013
fragmento para catavento
o poema amanhece
eu me adormeço
em alguma palavra
quinta-feira, fevereiro 07, 2013
Soneto post-moderno
se nada acontecer nada
vai acontecer se nada a-
contecer nada vai acon-
tecer se nada acontecer
tudo porém pode aconte-
cer tudo pode acontecer
porém tudo pode aconte-
cer se tudo vai acontecer
o contrário também pode
ser ao contrário pode ser
contrário de tudo vir a ser
sendo assim visto assim
contrário pode acontecer
que o nada pode se fazer
quarta-feira, fevereiro 06, 2013
fragmento para solidão
em vão as paredes recitam
o alfabeto dos corpos
terça-feira, fevereiro 05, 2013
fragmento para chuva íntima
todos os poemas já foram escritos
e eu insisto a me repetir em nadas
segunda-feira, fevereiro 04, 2013
fragmento para vermeer
quem disse que faço poesia
eu vivo de pequenas solidões
domingo, fevereiro 03, 2013
fragmento de pés, unhas e mãos atadas
se de amores eu me mato
ninguém duvide do afinco
rasga céu rouca trovoada
o brinco da minha amada
sábado, fevereiro 02, 2013
poema bobinho para fim de tarde
como um céu
assustado
de heliantos
é assim que
paira em mim
o teu encanto
sexta-feira, fevereiro 01, 2013
para que enfim possamos seguir
minha língua
na pele tua
logo sua
quinta-feira, janeiro 31, 2013
quase sólido, quase gasoso
por mais muro que tu sejas
deve existir o lugar explícito
para que o sopro te faça ruir
terça-feira, janeiro 29, 2013
Fragmentos para ser manoel ou garrincha
Se fosse jogador de futebol
Queria ser Mané
O das pernas tortas
Saltitante garrincha
Mas como do orbe
Só ganhei o drible da palavra
Intento ser o Manoel
Menestrel passarinho
segunda-feira, janeiro 28, 2013
A ESPERA
Um dia vou sentar
e escrever a obra
da minha vida.
Enquanto isso,
atiço ventanias
nesta manhã sem fim.
sábado, janeiro 26, 2013
Ária para vento perdido no raso da caatinga
Nenhum pássaro
me escuta
Apenas o sol arde
quarta-feira, janeiro 23, 2013
Desleituras rasas para mares vindouros
para Joelma Bittencourt
a palavra traz o passo
inscreve o traço
vaza espaço
circunscreve-se
(ao mar se lê
leve enlevo
ou
ledo engano)
terça-feira, janeiro 22, 2013
ária de circunscrição de asas
para Dado (Ribeiro Pedreira )
se me respiro passarinho
não sei se voo ou canto
só me sei sozinho
sem ninho
segunda-feira, janeiro 21, 2013
Quase salaz, quase concupiscente
Depois do ensaio de olhares
As línguas entraram em cena
sábado, janeiro 19, 2013
Quase assim, quase assado
Estamos quites
Ne me quitte pas
sexta-feira, janeiro 18, 2013
something in the way she mov(i)es
a remota luz da manhã
ainda fere e incendeia:
a mim, a ti, a todos.
para que insistir
em sutis diferenças?
já não me basta
de tanto silêncio
quanto entoas certa canção
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