quarta-feira, junho 12, 2013

Antipoema para emblema, insígnia, delta e espáduas

Ainda não é o amor
Esta saliência nas retinas
Este fervor inaudível
Esta misteriosa invitação
Esta flauta em pólen
Todas as escalas do silêncio
Ainda não é o amor
-Este líquido canto
Este desconcerto pueril
Esta melancolia em vitral
Ainda não é o amor
- Nem mesmo as lâminas
Que brilham na cerração
Como chamas na pele
Ainda não é o amor
- Nem mesmo o avesso
De alguma coincidência
Nem mesmo o beber de ânsias
Este chão que me é mar
Este meu dormir em ti
Ainda não é amor

7 comentários:

Tania regina Contreiras disse...


Prenúncio lindíssimo! E as escalas do silêncio, o silêncio matizado, que imagem poética espantosa, bela, bela!!!

Beijos, amei o poema...

José Carlos Sant Anna disse...

Dos mistérios da poesia, não há segredos. Poema perfeito!
Abr.,

Adriana Riess Karnal disse...

a gente sabe quando o é...você disse muito bem sobreo não ser, amado.

Lídia Borges disse...


Não será ainda o amor, mas é já um poema contendo tudo o que o fará ser.

Um beijo

eurico portugal disse...

ainda não é o amor - já o sei.

quantos mundos cabem nos interstícios do advérbio?

abraço, caro amigo-poeta!

dade amorim disse...

A caminho do amor, certo?

Beijo!

dade amorim disse...

A caminho do amor, certo?

Beijo!