quarta-feira, julho 10, 2013

Crônica para desenlace repetido

Depois que escreveu o verso
Saiu para comprar cigarros
E nunca mais voltou

Ela nunca quis ler
Aquelas últimas palavras

8 comentários:

Tania regina Contreiras disse...


Há uma vida contada nesses versos. Eu me inclino a adivinhar todo o resto, antes do fim....

Beijos,

Joelma B. disse...

palavras não deviam transportar fins!

beijo, poeta Assis!

Índigo disse...

Crónica de una muerte anunciada.

Lídia Borges disse...


Um verso determinante ou por determinar.

Mas um verso é um verso ainda que sem abrigo.

Um beijo

José Carlos Sant Anna disse...

Para uma brevidade longa:
o tempo de escrever um verso.
Um ponto final dramático.
Grande abraço,

Cecília Romeu disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Cecília Romeu disse...

Eu removi o comentário acima Assis!
Errei toda a digitação no comentário para um belíssimo poema teu, maravilhoso, aliás.

Que todos os poemas sejam pequenas eternidades e segundos de sobrevida.

Beijos!

eurico portugal disse...

há um quase esquecimento no fumo de uma morte anunciada...

abraço!