quinta-feira, junho 27, 2013

mais do que metades no silvo da relva

tenho fomes imensas
sedes que não cabem
em nenhum deserto
mas os olhos brindam
oásis, uma pasárgada
a euforia de respirar
como o peixe no cio

6 comentários:

Índigo disse...

Bellísimo... la sed, siempre la sed, y el ojo que la colma.

José Carlos Sant Anna disse...

Também tenho fomes imensas...
Abração, poeta!

dade amorim disse...

Essa euforia traz algum consolo...

Beijo, Assis.

teca disse...

Tem-se a empolgação... e consumação? :)

Beijos.

Cris de Souza disse...

Pelo visto tá meio-mundo esfomeado...

eurico portugal disse...

saciação e utopia: onde começa e termina o que nunca é por não poder ser ou jamais ter sido?