quinta-feira, setembro 06, 2012

Poema de urgência para o tumulto da alvorada


De que secreta miragem
Viceja a árvore da manhã
Quando o lábio dá vida
Ao ventre que se excita

De que imorredouro anseio
A ubíqua e límpida luz
Traça voltas e enleio
Em teu descuidado seio

De que açoite mais pleno
Das tuas mãos em desafio
No mister lento da língua
Nasce o jorro tão intenso

6 comentários:

Vais disse...

Lindo, Assis!

beijo

Everson Russo disse...

E que seja esse jorro do sentimento sem fim...abraços e bom feriado...

Caroline Godtbil disse...

Imorredouro anseio...
mas nem sempre dito de forma tão encantadora...
Lindo, lindo mesmo, Assis!

Daniela Delias disse...

Sensualíssimo e lindo :)

Bjo

dade amorim disse...

A árvore viceja do anseio, do mister lento da língua.

Beijo beijo!

Lídia Borges disse...


Da poesia, a árvore, o amor... Vivido ou sonhado.

Lídia