segunda-feira, agosto 06, 2012

ensaio de remissão ao silêncio da estrela


assisto ao trânsito tardio dos girassóis
agora eles se curvam ao ocaso
num rito de alvíssaras sem mesura
breve será hora de recolher os olhos
e entregar-me sem destino à tua noite
nesta estranha prece que teces com a
infinitude de sílabas que desce do orbe

9 comentários:

Everson Russo disse...

E nessa noite,,,e sem destino,,,tudo pode acontecer...abraços de bom dia...

Caroline Godtbil disse...

Quem dera ser um girassol e entregar-me sem destino ao próprio rito...
Encantador, Assis!
Beijo.

Joelma B. disse...

que as sílabas se curvem ao silêncio...

beijinho, Assis!

Tania regina Contreiras disse...

O momento de entrega à noite é tão belo e íntimo!

Beijos, poeta

Lídia Borges disse...

De quando o silêncio de uma estrela "apaga" todo o universo.

Um beijo

Vais disse...

é tudo entregar-se sem destino

beijinho, Assis

Ira Buscacio disse...

Entregar-se é sempre noite!
Bj, poetaço

Daniela Delias disse...

O título me fez lembrar de Olavo Bilac!

Direis agora: "Tresloucado amigo!
Que conversas com elas? Que sentido
Tem o que dizem, quando estão contigo?"

E eu vos direi: "Amai para entendê-las!
Pois só quem ama pode ter ouvido
Capaz de ouvir e de entender estrelas".

Bjo, poetinha :)

Jorge Pimenta disse...

perder-me no trânsito de sílabas dos girassóis enquanto a noite cumpre o seu destino. e tudo se faz tardio como as coisas primeiras.

abraço!