quarta-feira, agosto 15, 2012

Antipoema para uma estação de Rimbaud


Dos meus antepassados
Trago este silêncio
A louca ventania
Os pés descalços
A impureza na alma
O inferno na palavra

p.s. "Quando tu partires, enfim
Nada restará de mim"

10 comentários:

Caroline Godtbil disse...

"Que venha a hora da paixão!"
Beijo.

Tania regina Contreiras disse...

Trago-me tantas vezes, inúmeras, dos meus antepassados. Sintonia contigo, aqui e no 1001.

Beijos,

Joelma B. disse...

o passado sempre presente em essência...

beijinho, Assis!

Cris de Souza disse...

Leio-te nessa e nas próximas mil e uma encarnações!

dade amorim disse...

Poemas ainda chegam
poemas nunca se acabam!

Beijo beijo, Assis.

Vais disse...

e do trago este silêncio
que tanto entendo como trazer e engolir silêncio

e viajando no mais de um significado
vinhas uvas verdes e roxas
doces e ácidas
sabores

sonata formosa pra as poetas Nina e Daniela, uma lindeza

beijo, Assis

Bípede Falante disse...

Inquietante.
Vou pensar o que trago dos meus.
beijoss

teca disse...

Entre baladas e toadas, vem o antipoema infernizando a inquietude da alma...

Beijo carinhoso.

Daniela Delias disse...

Eu diria que é uma herança incrível. Tem toda inquietude que a gente precisa pra seguir em frente. O inferno na palavra é genial...

Bjo, bjo

AC disse...

Tem tudo o que, à partida, deve ter.
(É um imenso artesão da palavra, Assis)

Abraço