quinta-feira, agosto 22, 2013

Poema de intentos para descortinar altiplanos

Eu hoje acordei leve para o espanto
Cultivo arrebóis, levanto pálpebras
Vejo a minha sombra numa pedra
Viajo entre afagos de brilho líquido
Sinto a ternura que me arde as mãos
Estou excessivo, imediato, cromático
O caminho me persegue de vontades
Tão ardente me ruge o mar de sílabas

9 comentários:

Índigo disse...

Entre tus sílabas y tus palabras, algunas vuelven, como vuelve el viento, como vuelve el agua, entre arreboles y párpados. Como tú mismo dices, cromático, intenso, sutil, así te he leído, en papel desde Lisboa, y de nuevo desde la Mancha en tu casa en el aire. Abrazo. Grande.

Domingos Barroso disse...

tempo então de milagres
...


forte abraço,
irmão.

José Carlos Sant Anna disse...

Só faltou tirar a rugosidade da pedra, mas há limite para os milagres, diria Domingos Barroso.
Abraços,

Lídia Borges disse...


"Excessivo, imediato, cromático..."

Deslumbramento!


Beijo

Luiza Maciel Nogueira disse...

sempre com versos de sonho, belo poeta!

beijos

Ingrid disse...

perigoso...
beijos

Cecília Romeu disse...

Assis,
o tempo-hoje que abre todos os amanhãs em sílabas de tom maior.

Beijos!

AC disse...

A vida, menina caprichosa, de vez em quando é indulgente. Não há que hesitar, há que aproveitar com toda a naturalidade.

Abraço

jorge pimenta disse...

versos sem gravidade a agitar urgências nos mares de sílabas e de além-verbo.

abraço!