quinta-feira, julho 18, 2013

Uma ária para esculpir lâmina e vidro

Que me soprem eflúvios
dos teus olhos
Nesta manhã tão árida

Que me corte a pele
Teus sargaços de retina

Que me bendiga o fogo
Deste azeviche
Que me brilha as mãos 

2 comentários:

José Carlos Sant Anna disse...

Que me corte a pele
Teus sargaços de retina
Que bela imagem, poeta!
Abração,

eurico portugal disse...

uma prece para cortar linhas e fendas na lava da voz.

abraço!