quarta-feira, agosto 22, 2012

Efemeridades


1.   a paisagem vazia é um templo para vicejar palavras

2.   assim emplumado em átimo o verso nada em sobressalto

3.   inventar do pássaro a palavra asa e tomá-la de voo

4.   a gente se esquece na carne, nunca na palavra

10 comentários:

Caroline Godtbil disse...

O poeta viceja palavras na madrugada e fala de efemérides mais que perfeitas...
Beijo.

Everson Russo disse...

E que corram como o tempo...o momento...abraços de bom dia.

Adriana Riess Karnal disse...

ai Assis, a tua poesia é tão bonita, mas eu tenho essa insistência em lembrar na carne ;)

Bípede Falante disse...

concordo inteiramente
o corpo é mais generoso com os esquecimentos que a boca.
a boca se abre, saliva, engasga, mastiga e cospe.

beijoss

Tania regina Contreiras disse...

A paisagem como templo da palavra: demais!

Beijos,

Joelma B. disse...

a palavra queima!

beijinho,Assis!

Daniela Delias disse...

Caraca...palavra tatuada.

Tudo tão certeiro.

Bjo, cheiro

dade amorim disse...

Sempre é a palavra que diz, ensina, revela.
Lindo, Assis!
Beijo beijo.

Lara Amaral disse...

Latente, Assis, maravilha!

Beijo.

Cris de Souza disse...

ué, tô aqui de passagem!!!