terça-feira, outubro 08, 2013

Poeminha para um diálogo com a Líria

Ai amada minha
Que frio
Me percorre
A espinha
Quando alisas
As madeixas
E te enroscas
Feito gueixa
Entre brisas
Acalantos, brasas
Quando me deixas
Em mergulho
Neste rio
Que é a tua casa

Assis Freitas

*******

ó_cio

quão bom é dormir
numa cama à toa

igual a canoa
a alisar o rio

a nos transportar
para a outra margem

e sentir no dorso
o frescor da brisa

o corpo do amado
o ardor do cio

Líria Porto

3 comentários:

líria porto disse...

ohhhhhh - o assis e eu! gracias

jorge pimenta disse...

diálogos de cortar palavras, a enfeitiçar o verbo, quando não mesmo a remir silêncios. e quanto de nós 'homem' permanece adiado nesses versos em rotação sobre o eixo do dizer, candeia de perfeição em tão poucas linhas?

um abraço!

dade amorim disse...

Lindeza, Assis.
A líria merece!

beijo