segunda-feira, outubro 28, 2013

Ária para brilho do ouro de Midas

Sangro por tantos amigos idos
Tantos desejos findos
Mas sinto olhos que flamejam
No vento pueril de uma tarde
E penso nesta urgência de vida
Antes que a noite me beije a face

7 comentários:

dade amorim disse...

Também sangro por eles, pelos desejos findos.
A urgência de vida nos salva.

Beijo

Ira Buscacio disse...

junto meu sangue ao teu, Midas!

(de torar)
bj grande, poetaço

Wilson Torres Nanini disse...

sangue de ouro expõe sua riqueza toda.

Abraço, querido poeta!

Tania regina Contreiras disse...


Teus versos são versos de urgência, feitos, todos, em véspera da noite: brilham tanto!

Beijos, poetíssimo!!!

jorge pimenta disse...

espanta fantasmas em cada entardecer, antes que a noite nos beije os pés, húmidos, frios, de raiz desprendida e com os sonhos suspensos.

abraço!

Lídia Borges disse...


"Antes que a noite me beije a face"

Tanto para transformar em oiro.

Um beijo


José Carlos Sant Anna disse...

Este desejo da fala se inscreve também na urgência da palavra para transfigurar o real.
Grande abraço,