terça-feira, setembro 03, 2013

Ciranda de infância e inconfidência

Desses sonhos mais felizes
Que não tivemos
Quero uma metáfora indócil
Quem sabe o musgo da janela
O convencimento da solidão
A tentativa inútil do silêncio
Este mar sem profundidade
O esplendor que nada reflete
O veludo de uma carne
A fugitiva lâmina do vento
O efêmero do acontecido
E o cansaço do que nunca virá

7 comentários:

Tania regina Contreiras disse...


Se achares metáforas indóceis, manda cá! rs Muito máximo o poema.

Índigo disse...

Un título bellísimo para un poema de una belleza in crescendo. Me ha gustado mucho.

Lídia Borges disse...




A tentativa do silêncio é uma inútil metáfora indócil.
Porque ao Poeta não é permitido um certo silêncio. Ele seria a completa morte da metáfora.
Há que manter a ciranda a cirandar.

Um beijo

Cris de Souza disse...

O veludo de uma carne se sente na pele...

Beijo, mestre!

dade amorim disse...

Beleza pura, Assis.

Beijo.

José Carlos Sant Anna disse...

E poder admirar o arco tenso deste poema... Como diz Dade, "beleza pura"!
Abraços, poeta!
p.s: achou o livro da Lídia Lopes?

jorge pimenta disse...

os sonhos felizes que se não tem: todo o corpo celeste tem o seu próprio vazio.

abraço, assis!