domingo, setembro 23, 2012

Para uma poética de reconforto, aço e espinho


para o poeta Jozailto Lima

A palavra vive de alvíssaras
Anunciações, epifanias
Viceja em prado

A palavra vive de súbitos
Almeja desatinos e soluça
Feito raio em trovoada

A palavra se me destina
Em sedução de ouvido
E eu rumino os sentidos
Feito boi em pasto bonito

5 comentários:

Verso Aberto disse...



e em seu claror
se alastra
lustrando a vida

abs Assis

Everson Russo disse...

A palavra é o exato momento que se faz o verso...abraços de boa semana.

Ingrid disse...

a palavra acaricia e fere..
linda homenagem..
beijos poeta..

Vais disse...

a palavra vive
vida
viva

beijinhos

dade amorim disse...

Pelas alvíssaras, tantas vezes fico calada. Mas se ela chora, merece ser pronunciada.

Bj bj