terça-feira, agosto 28, 2012

Sobre a luminosidade do espanto e outros arrepios


(à guisa de um metaplagio de E.E. Cummings)

Ainda douram teus lábios amados
No sonoro encontro de perfumes
E eu tão ignorante de tua fortuna

Senhor errante numa terra perdida
Curvando-me ao sabor do súbito
“Quando o meu amor vem ter comigo”

p.s. “a função do amor é fabricar desconhecimento”

9 comentários:

Everson Russo disse...

A espera pura,,,simples e incerta do amor....abraços meu amigo,,,bom dia.

Lídia Borges disse...




"quando o meu amor vem ter comigo é
um pouco como música,um
pouco mais como uma cor curvando-se(por exemplo
laranja)
contra o silêncio,ou a escuridão.... "


E. E. Cummings, in "livro de poemas"

Desconsertante o seu "p.s."

Graça Pereira disse...

Será? Depende do caminho que tomarmos...
Gostei do poema e do p.s.!!
Graça

Tania regina Contreiras disse...

Mais do que me extasiar com sua poesia, vou colecionar os seus PSs...
Beijos,

Caroline Godtbil disse...

O "desconhecimento do amor" é convite ao entregar-se cegamente...

Me deu vontade de reler Cummings.

"Eu o carrego no meu coração
Nunca estou sem ele..."

Vem ser meu seguidor... me dê esse prazer, assis.

Beijo.

Vais disse...

Ei, Assis
o título já é
luz espanto arrepio

o ps pegou de jeito

beijo

Luiza Maciel Nogueira disse...

lindo demais!

Daniela Delias disse...

p.s's forever :)

Cris de Souza disse...

Um espanto melhor que o outro. Assim é e será!