terça-feira, junho 24, 2014
quarta-feira, junho 18, 2014
sexta-feira, junho 13, 2014
Poeminha para rouxinol enamorado
Se de ti me invitas
A solene prece
Deste teu viço
Acordo cego
Brilho vítreo
Do chão ascende
Olor e visgo
Teu corpo diviso
A solene prece
Deste teu viço
Acordo cego
Brilho vítreo
Do chão ascende
Olor e visgo
Teu corpo diviso
segunda-feira, junho 09, 2014
Ária de anunciação para o cortejo do silêncio
eu sei que há uma escada
que é preciso trilhar
em cujo vórtice
os passos serão somente
o princípio do inexato
tu não virás em sonho
mas hei de esculpir
o rosto sereno
de todos os abismos
então ficarei dentro
neste etéreo estar
para onde convergem
os desígnios silentes
da aurora nos teus olhos
vídeo-poema para o Desafio 100 da querida Tania Contreiras
que é preciso trilhar
em cujo vórtice
os passos serão somente
o princípio do inexato
tu não virás em sonho
mas hei de esculpir
o rosto sereno
de todos os abismos
então ficarei dentro
neste etéreo estar
para onde convergem
os desígnios silentes
da aurora nos teus olhos
vídeo-poema para o Desafio 100 da querida Tania Contreiras
quarta-feira, maio 21, 2014
Ária para uma fotografia do infinito
Anda estou perto de ti
Respirando o silêncio
De algumas palavras
Como se a única pátria
Deste rosto pálido
Fosse expressão do nada
domingo, maio 11, 2014
NOTA DE ESCLARECIMENTO
Cumpro informar que a poesia consumiu meu corpo,
minha alma e toda minha ânsia de mar.
A poesia fez dos meus gestos uma seara de abandono,
instalou o caos de todas as primícias verbais.
A poesia comeu o sentimento que eu me tinha
e deu aos meus olhos este esquecimento de ave.
terça-feira, abril 22, 2014
quarta-feira, abril 09, 2014
terça-feira, março 25, 2014
Ensaio para os rudimentos da escrita
Aquilo que o
poeta canta bem baixinho
Em segredo de confessionário
É só uma corruíra a beliscar o peito
Em segredo de confessionário
É só uma corruíra a beliscar o peito
sábado, março 15, 2014
Ensaio para o aquoso e o vítreo
No olho do poeta corre o rio
Deságua a estrela
Florescem pétalas e astros
Pululam divindades
No olho do poeta escorre o fio
Cresce a lágrima
Do que era, do que é findo
Em todo o infinito
No olho do poeta
Só no olho do poeta
a vida brilha ressuscitada
sexta-feira, março 14, 2014
Um canto de oferenda ao meu chão
Bahia é mar, é sertão.
Raso, profundo, largo.
Prato que se respira.
Bahia é a entidade,
que paira sobre as águas, inunda.
Bahia é Lucas da Feira, escravo fugitivo,
mestre das emboscadas.
Bahia é canto de sereia em dia de mar.
Trovão que rebrilha na Serra de São de José,
no bode de Uauá.
Bahia é vaqueiro encourado, caatinga
do coração, chão e desterro.
Bahia é a ponte que cruza destinos,
entroncamento de todas emoções.
Bahia é festa e pranto,
Bahia é o manto tricolor, é o Flu de Feira,
o Touro do Sertão.
Bahia é o engasgo da língua, o encosta, o encosto.
O ralar das coxas quentes, a praça Castro Alves
que é o do povo, como o céu é a amplidão.
Bahia é axé, oxente, gente.
Bahia é o arco-íris de uma multidão.
sábado, março 01, 2014
poeminha de alvíssaras
no quintal da casa
que eu comprei
financiada pelo BNH
tem um céu de prata
quando eu morrer
ela será quitada
e o céu de prata
será minha pátria
segunda-feira, fevereiro 24, 2014
quarta-feira, fevereiro 19, 2014
uma ária para acidentes premeditados
talvez ela me esqueça
na curva do poema
e nunca mais deixe sinais
como uma pata de iguana
eu ficarei na solidão da
areia
catalogando esta imensidão
enquanto perambulo em preâmbulo
o tempo arremata o meu epílogo
sexta-feira, fevereiro 14, 2014
canção à nuvem que se avizinha
ela vinha pássaro
pousar
em meu poema
eu lhe dava
silêncio
pétala
nós éramos
um só alimento
em gestação
pousar
em meu poema
eu lhe dava
silêncio
pétala
nós éramos
um só alimento
em gestação
domingo, fevereiro 09, 2014
Receita homeopática para formação do poeta
Pegue uma palavra
E asse até dourar
Misture com outras
Em fogo brando
Adicione artigos
Pronomes e verbos
Salpique algumas
Figuras de retórica
De preferência use
Metáfora e metonímia
Espere virar o poema
Se não der certo
Tente novamente
Tente novamente
Tente novamente
Tente novamente
terça-feira, fevereiro 04, 2014
p.s.
p.s.
há um cão que sonha
em meu pensamento
se o peito divisa a lua
p.s.
o mar me arde nas têmporas
a vida me convida ao
naufrágio
p.s.
os olhos dela
eram um mar
de ambiguidade
os olhos dela
eram um mar
de ambiguidade
p.s.
lábios cor de poema
tão silábico salivar
lábios cor de poema
tão silábico salivar
p.s.
hoje deu vontade voar
de mãos dadas
com uma saudade
hoje deu vontade voar
de mãos dadas
com uma saudade
p.s.
no meu peito plúmbeo
espero inconsútil
o esmero da espada
no meu peito plúmbeo
espero inconsútil
o esmero da espada
p.s.
há uma queda que me eleva
há uma queda que me eleva
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