quarta-feira, julho 03, 2013

Poema para axiomas, paradigmas e afins

Quando o sol repousar
O rastro luminoso
Sobre meus parcos cabelos
Estarei eu e Josef K
Examinando as telas
De Titorelli
E aguardando a
Chegada do senhor Huld

Enquanto isso, no copo,
No corpo, na solidão da alma
O vinho começa o processo
De decomposição

8 comentários:

Primeira Pessoa disse...

no corpo.
na alma.
tinta, a solidão.

Cris de Souza disse...

Resenha, Ressaca, Refluxo.

Beijo, Mestre*

José Carlos Sant Anna disse...

Não deixe que os copos se quebrem...
Abração,

Lídia Borges disse...


Kafka, passeando-lhe pela obra numa peculiar e belíssima homenagem.

Um beijo

Adriana Riess Karnal disse...

ãiê,putz

dade amorim disse...

Faço coro com Lídia Borges!

Beijo, Assis.

Cissa Romeu disse...

Decompor, para compor, juntando e amenizando almas como quem bebe de bom vinho português.

Grande beijo, Assis!

eurico portugal disse...

todo o poema é uma maravilha - onírico, delicado, nostálgico - mas a derradeira estrofe, alinhando copos e corpos no fervor da alma, enquanto tudo é composição e decomposição, essa é um verdadeiro tratado - e como tantos lugares meus acabaram revisitados em cada palavra dita.

abraço, poeta!